Esperava mais de mim, como ele ousa? Eu não sou de pedra, tá? Sou bem humano e bem criança e bem ranzinza e bem bichinha.
Foi mal aê por estar chovendo, o Gabriel não estar falando comigo, o Victor ter me bloqueado e, agora, o Vitor ter me bloqueado. Desculpa por estar chovendo e eu receber um Ken de presente. Desculpa por não ter lido um FELIZ NATAL num pedacinho de papel amassado sequer. Desculpa por ter o pacto informal de sigilo quebrado pra ferir os sentimentos de uma pirralha de 13 anos que me faz sentir idiota. Desculpa por estragar os dias de alguéns, passar por vilão e não ter quem culpar. Desculpa por estragar a piada genial. Por não conseguir me manter respeitável nem com uma criança ou com meu melhor amigo.

NOT!

Add comment Dezembro 28, 2009

UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

Sabe, Sis, a vida não é tão cinza quanto a sua química cerebral às vezes faz parecer. Se lembra das noites no Gartic com a Nii? E as conferências no Skype com o Brunoel, então? Nossa, algumas das maiores gargalhadas que já dei foram produzidas com vocês. Com você. E espero que o inverso também valha, porque, dsclp, a gente é engraçado.
Isso não é felicidade? Talvez eu entenda seu sofrimento de ter parte de sua sociabilidade condicionada à tela do computador. É, eu entendo, sem conjunção adversativa. Tem lá suas vantagens, como não ter de ver se o teste de gravidez da Nii deu positivo, ou descobrir que o Guilherme tem mal-cheiro (jogando meu veneno). Só que as desvantagens da amizade online não vão durar para sempre. A gente pode achar que já consolidou toda a nossa existência e que, do fundo-do-poço (que nem é tão fundo-do-poço assim) em que estamos, vai ser trabalhoso demais sair, mas – agora sim a conjunção – a gente está mesmo só começando. Algumas pessoas experientes me disseram que a vida só começa mesmo aos 20, e você nem tá tão mal assim: usa protetor solar, sabe seu ângulo certo pra fotografia e nem usa mais jeans com costura vermelha! Eu não me surpreenderia se você, daqui a 10 anos, aparecesse no Twitter com um iPhone de strass.
Quero dizer que, até onde você me permite conhecer, acho uma puta sacanagem você me falar de déficit de felicidade, porque se, por tudo que você é e possui, não é feliz, pobre eu. Depressão crônica? Só uma bobagem psiquiátrica pra te convencer de que o seu mundo não é completo quando você, na verdade, tem tudo que quer nas mãos. Fobia social? Não vai parecer assim tão ruim quando você compreender que as pessoas são só pessoas, tão vivas quanto você. Nariz grande? Pff, Sis, e a Daniela Albuquerque? Sem mais. Você não é tão feio, chato, viado, peitudo ou qualquer outro adjetivo que as pyranhas ynvejosas te façam sentir que é, e, mesmo que fosse, o que você é não se limitaria a isso. Você é mais.
Você é sua cultura, suas músicas, sua inteligência, seus pensamentos, a empatia que sentem por você, e isso eu garanto: não é pouca. Você pode ser tão feliz quanto qualquer família de comercial de margarina que já existiu, se quiser. Não é algo que você precise, desesperadamente, correr atrás. É só… felicidade. E se você pensar muito sobre, vai endoidar. Entretanto, é bom saber que se pode estar bem todos os dias, até nos cinzentos, quando você não estiver bem.

Add comment Dezembro 22, 2009

O Natal era mais empolgante quando eu não me preocupava com notas pro ano seguinte, só com ganhar presentes.

Add comment Dezembro 22, 2009

A escola acabou e tá meio incompleta, tô meio incompleto, o dia tá meio incompleto.

Add comment Dezembro 14, 2009

Talvez eu precisse mudar minhas estratégias de personalidade, de ponto-de-vista, de vida.
Talvez as coisas fluissem melhor com o “ursinhos” substituído pelo Iggy Pop. Talvez o meu nunca explorado, porém nunca desacreditado, potencial dependa de algumas mudanças drásticas no que significa ser Alex. Mas valeria a pena? Quero dizer, o Alex vai ser sempre o Alex, mas EU (e não os outros, que fique bem claro), daqui a 30 anos, seria mais saudosista com qual?
Aí os outros (dessa vez não eu) simpatizariam? Invejariam? Lamberiam?
Ursinhos.
Iggy Pop.
Renner.
Contenção.
Qcfoda.
Looking up to.

17 anos e tão pouca personalidade consolidada. That’s not easy.

1 comment Dezembro 8, 2009

Ok, algo me faz pressentir uma neurose de vestibular. Let it be.

A prova do enem foi just fine. Chutei 30 de matemática, mas foi just fine.
Mas a UFPA anulou última prova, e eu perdi meus pontos magicamente conquistados. É – FFFFFUUUUU -, espero que minha pontuação não desabe.

No more vestibular, please. O ano bem que podia já ter acabado.

Add comment Dezembro 8, 2009

Ai, são 8h31 (ou quase, sempre tem um delayzinho no pc da minha irmã), eu tenho a segunda prova no ENEM me aguardando daqui a algumas horas. Tô tenso. Agora é redação, e tenho medinho do tema.
Eu acho que não sou a pessoa mais assustada com isso, mas não significa que eu não tô, ok? :(
Quem não torcer por mim vai… beijar um sapo morto e feioso.

Add comment Dezembro 6, 2009

Haha, eu sempre achei que fosse morrer primeiro, para que eu então pudesse ficar triste e me sentir num filme, aos moldes de Up. Mas isso não é um filme, a vida não seguiu um enredo para nós. As coisas sempre surgiram de forma meio inesperada, e mesmo assim você me fez percebê-las entre ok e ótimo. Agora eu tô tendo um final feliz, e te amo muito por isso. Mas não só por isso, também por todos os acontecimentos que, se nossa vida fosse um filme, seriam omitidos para fazê-la caber nos 90 minutos da nossa comédia romântica. Os dias chuvosos, as brigas físicas, aquele ônibus perdido que nos fez reencontrar um amigo distante, e aquele no qual nós tiramos nossos sapatos molhados e rimos da piada inexplicável. A infinidaaade de gargalhadas-que-fazem-a-vida-valer-a-pena que me obrigam a estender isso por linhas e linhas, numa avalanche de imagens que, agora, me fazem só querer morrer daqui a 50 anos, quando tivermos revisado cada uma delas. Como o seu corpo, que, já que não preciso mais de honra, assumo: sempre achei lindo, até quando sua calvície já estava evidente (há anos atrás, isso seria assustador, mas agora suas belas e horripilantes mãos só me lembram dos filmes que a gente assistiu com elas bem atadas a minha). E, ah, tá bom, tá na hora, thanks for the adventure. Alex.

Add comment Novembro 21, 2009

Eu não entendo por que valorizam tanto o sofrimento.
Sabe, o motivo porque parecem te achar uma pessoa melhor se você passar um dia inteiro decorando fórmulas de física, ao invés de passar o dia escrevendo. Ou desenhando. Discutindo. Tentando não fazer do jeito tradicional.

É como se antes da bonança tivesse sempre que ter a tempestade. E se eu quiser viver numa poça d’água? E se, mesmo assim, eu conseguir ficar bem? E aí?

These r them

Add comment Outubro 30, 2009

aprender francês
aprender islandês
aprender a usar arco e flecha
ficar com cabelo bom
fazer teatro
me manter organizado
Vancouver etc
etc

Add comment Outubro 28, 2009

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